sexta-feira, 7 de abril de 2023

SOCIALISMO: O ESTADO CONTRA O ESTADO?


O Socialismo é uma ideologia política que defende a igualdade econômica e social através da propriedade coletiva dos meios de produção. A sua implementação tem sido tema de discussões e controvérsias ao longo da história, e muitos questionam a necessidade de um Estado forte para construir o fim da necessidade da existência de um Estado. Mas afinal, qual é a importância do Estado no Socialismo?

Em primeiro lugar, é importante destacar que a luta pelo Socialismo é uma importantíssima luta política, que requer a organização e a mobilização das massas populares, a construção de partidos políticos fortes e a conquista do poder estatal. É a partir do Estado que se pode realizar as transformações necessárias para alcançar a sociedade socialista; mas, não se trata de qualquer Estado, pois o Estado socialista é um Estado de transição, que surge no processo de transição do capitalismo para o Comunismo e tem como objetivo principal a defesa dos interesses do povo trabalhador e a construção das bases econômicas e políticas para a sociedade socialista. É um Estado que tem como prioridade o bem-estar da maioria e a luta contra a exploração e a opressão.

O Estado socialista deve ser forte o suficiente para enfrentar as forças do capitalismo e construir as condições materiais para a emancipação humana. Ele deve ser capaz de planejar a economia, promover a industrialização e a modernização do país, garantir o emprego, a saúde, a educação de qualidade e a moradia para todos, e ainda assim, garantir a liberdade e a democracia popular. Contudo, o Estado socialista não é um fim em si mesmo. O seu objetivo é construir uma sociedade sem Estado, sem classes sociais, sem opressão e exploração, ou seja, o Comunismo. É a partir do desenvolvimento das forças produtivas e do avanço das relações sociais que se pode caminhar rumo a essa sociedade. É necessário que se desenvolvam as forças produtivas, aumentando a produção de bens e serviços, criando a abundância material necessária para suprir as necessidades de todos os membros da sociedade; além disso, é fundamental a conscientização das massas para a construção de uma sociedade socialista. Isso inclui a educação política, a formação de valores socialistas, a promoção da cultura e da arte popular, dentre outros aspectos. É preciso construir uma nova moralidade socialista, baseada na COOPERAÇÃO, na SOLIDARIEDADE e na EMPATIA.

Enfim, a importância de um Estado forte no Socialismo reside no fato de que ele é um meio para se chegar a um fim e neste fim, atingir o fim do próprio Estado. O Estado socialista é um instrumento político de transformação social, que deve ser utilizado de forma consciente e planejada para a construção de uma sociedade socialista sem Estado ao fim dessa etapa de transição. O Socialismo é um projeto de emancipação humana, que tem como objetivo a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna. Os valores socialistas se baseiam na solidariedade, na igualdade e no fim da opressão. Porém, a construção de uma sociedade socialista é um processo longo e difícil, que requer muitos esforços. Nesse sentido, a presença de um Estado forte é fundamental, pois se trata de um instrumento fundamental para garantir a justiça social e a igualdade, evitando que algumas pessoas se beneficiem em detrimento de outras. O Estado deve ser responsável pela proteção dos direitos humanos e pela promoção do bem-estar social. No Socialismo, o Estado é um instrumento de transformação social, que deve estar a serviço do povo e dos interesses coletivos. No entanto, é importante lembrar que o objetivo final do Socialismo é a superação do próprio Estado como anteriormente apontado. O Socialismo busca construir uma sociedade onde as pessoas possam viver em harmonia e igualdade, sem a necessidade de um aparato estatal opressor. O fim do Estado não significa a ausência de organização ou autoridade, mas sim uma nova forma de organização social, onde a autoridade surge da cooperação entre as pessoas.

A construção do Socialismo é um processo complexo, que requer a participação ativa de todas as pessoas. Não basta esperar que o Estado construa uma sociedade socialista perfeita, é preciso que as pessoas se envolvam ativamente na construção de uma nova forma de vida, baseada na cooperação e na solidariedade. Assim, o Socialismo deve ser visto como um processo dinâmico, em constante evolução, cuja construção requer a superação dos erros e fracassos do passado, assim como a adaptação às novas realidades. É preciso ter coragem para enfrentar os desafios e superar as dificuldades. Resumindo, o Socialismo é uma ideologia que busca a igualdade e a justiça social. A presença de um Estado forte é fundamental para a construção de uma sociedade socialista, mas o objetivo final é a superação do próprio Estado, em direção a uma sociedade baseada na cooperação e na solidariedade entre as pessoas. A construção do Socialismo é um processo longo e complexo, que requer a participação ativa de todas as pessoas. Seu sucesso depende da coragem para enfrentar os desafios e da disposição para superar e aprender com os erros do passado.

O "SER" HUMANO: A importância de "Ser" para Construir um Mundo Melhor


A necessidade de "ser" humano é intrínseca à nossa existência. Somos seres sociais, que necessitam do contato e do afeto uns dos outros para sobreviver e prosperar. Mas, infelizmente, vivemos em um mundo onde a injustiça é comum em todos os seus aspectos, onde muitos sofrem com a desigualdade social, com a falta de oportunidades, com a fome e a miséria. Nesse cenário, é essencial que todos nós nos unamos na luta pela construção de um mundo mais justo e igualitário, onde todos tenham as mesmas oportunidades e os mesmos direitos.

Um mundo verdadeiramente comunista, sem Estado, sem propriedade privada dos meios de produção e sem classes sociais, pode ser a resposta para essas injustiças. Em uma sociedade assim, cada indivíduo é valorizado pelo que é, e não pelo que possui, onde o trabalho é realizado por todos em benefício de todos, e não apenas para enriquecimento de uma minoria privilegiada.

O Comunismo Primitivo, anterior à divisão em classes sociais, é uma evidência histórica de que é possível viver em uma sociedade onde a colaboração entre as pessoas é a norma. Nesse período, as pessoas se ajudavam mutuamente, dividiam as tarefas de acordo com suas habilidades e não havia exploração ou opressão. É necessário resgatar esses valores de colaboração, solidariedade e fraternidade para construir uma sociedade justa e igualitária. A disseminação honesta do verdadeiro Comunismo é crucial para atingir esse objetivo. Infelizmente, muitas vezes o termo "comunismo" é mal compreendido e associado a regimes autoritários e totalitários, que deturparam as ideias originais do comunismo e o transformaram em um instrumento de poder. No entanto, o verdadeiro Comunismo busca a liberdade e a igualdade entre todas as pessoas, sem exceção.

Cada um de nós tem uma capacidade única e uma contribuição valiosa a oferecer para a construção de um mundo melhor. É preciso que cada um faça sua parte, de acordo com suas habilidades e recursos, para que possamos avançar em direção a uma sociedade mais justa e igualitária. Em um mundo assim, a frase "De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades" faz todo o sentido e é possível de ser realizada. Portanto, é importante destacar que a empatia e o sentimento de comunidade são fundamentais para alcançarmos esse objetivo. Devemos sentir a dor e o sofrimento do outro como se fossem os nossos próprios, e trabalhar juntos para eliminar todas as formas de injustiça e opressão. Afinal, somos todos irmãos e irmãs na grande comunidade que é a Humanidade.

quinta-feira, 6 de abril de 2023

E VOCÊ? CONHECE O MST?


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é uma organização brasileira que luta pela reforma agrária e pela justiça social no campo. Fundado em 1984, o movimento tem como principal objetivo a ocupação de terras improdutivas e a luta por um modelo de produção agrícola que valorize a agricultura familiar e os alimentos orgânicos.

Desde sua fundação, o MST tem enfrentado muitos desafios e perseguições. A mídia tradicional na grande maioria das vezes, retrata o movimento como um grupo de invasores violentos que desrespeitam a lei. Vale destacar que existem diferentes razões pelas quais a mídia tradicional demoniza o MST, uma delas é que a mídia brasileira é controlada por proprietários de grandes empresas, incluindo proprietários de terras, que têm interesses financeiros na manutenção do "status quo" e na perpetuação da desigualdade social e econômica. Além disso, a mídia muitas vezes adota uma postura sensacionalista em relação a eventos e questões sociais, priorizando a geração de lucro e audiência em detrimento de uma cobertura jornalística mais aprofundada e precisa. Outro fator que contribui para a retratação negativa do MST na mídia é a influência de setores políticos conservadores e anti-reforma agrária, que buscam desacreditar e difamar o movimento como forma de enfraquecer sua luta por justiça social e igualdade de acesso à terra. É bastante comum que o movimento tenha pouco espaço e voz nos principais meios de comunicação do país. Isso se deve, em parte, à visão preconceituosa e estigmatizada que muitos desses meios têm em relação ao MST, o que muitas vezes leva a uma cobertura enviesada e distorcida das ações e reivindicações do movimento. Por outro lado, o MST tem buscado ampliar sua presença em mídias alternativas e independentes, como jornais, rádios e portais de notícias ligados a movimentos sociais e organizações de esquerda.

Infelizmente, não podemos deixar de fora que, de fato, a percepção da sociedade brasileira em relação ao MST é bastante controversa. Por um lado, existem pessoas que apoiam as lutas do movimento e entendem a importância da reforma agrária para a redução da desigualdade social e para a garantia do direito à terra para quem dela necessita. Por outro lado, há uma parcela da população que vê o MST como um grupo violento e ilegal, que invade propriedades e desrespeita a lei e infelizmente, esse grupo é majoritário e, não raro, se nega a procurar informações neutras, muito menos procurar estudar o movimento, seus ideais e lutas. De fato, essa percepção negativa é, em grande parte, alimentada pela mídia tradicional, que muitas vezes retrata o MST de forma pejorativa e sensacionalista, reforçando estereótipos negativos e associando o movimento a atos de violência e ilegalidade. Esse tipo de abordagem pode contribuir para a formação de opiniões preconceituosas e distorcidas sobre o MST, dificultando o diálogo e a compreensão das demandas e reivindicações do movimento.

(É importante ressaltar que existem exceções na mídia que abordam o MST de forma mais justa e equilibrada, valorizando suas lutas e conquistas em prol da reforma agrária e da produção de alimentos saudáveis e sustentáveis)

Pois bem, na realidade o MST é uma organização pacífica, que busca diálogo com as autoridades e a sociedade para fazer valer seus direitos e reivindicações. Uma das principais conquistas do MST foi a criação de assentamentos, que permitem que famílias que antes não tinham acesso à terra possam produzir alimentos saudáveis e de qualidade. 

Assentamentos no RS são referência em cultivo de orgânicos

Além disso, o movimento investe na educação de seus integrantes, criando escolas, escolas técnicas e universidades voltadas para a formação de lideranças e técnicos agrícolas.  Sim, o MST criou diversas escolas técnicas e universidades em todo o país, voltadas para a formação de militantes e assentados. Dentre as principais, podemos destacar:

Universidade da Terra: Fundada em 1998, em Piraquara, no Paraná, a Universidade da Terra tem como objetivo oferecer formação superior aos militantes do MST e a moradores dos assentamentos, além de promover atividades de pesquisa e extensão. Atualmente, a universidade possui unidades em diversos estados do país, como Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Ceará, e oferece cursos em áreas como Agroecologia, Educação, Saúde e Direito.

Escola Nacional Florestan Fernandes: Criada em 2005, em Guararema, São Paulo, tem como objetivo oferecer formação política e técnica para militantes do MST e de outros movimentos sociais. A escola oferece cursos em áreas como Agricultura, Saúde, Educação e Direitos Humanos, além de promover atividades culturais e políticas.

Escola Latino-Americana de Agroecologia: Fundada em 2007, em Seropédica, no Rio de Janeiro, a "ELAA" tem como objetivo formar lideranças para atuarem na promoção da Agroecologia e da Soberania Alimentar. A escola oferece cursos de nível médio e superior em Agroecologia, além de promover atividades de pesquisa e extensão.

Além dessas, o MST criou diversas outras escolas técnicas e unidades de formação em todo o país, como a Escola Nacional Carlos Marighella, a Escola Nacional Florestan Fernandes da Bahia, a Escola Nacional Florestan Fernandes do Rio Grande do Sul, a Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto, entre outras. A maioria dessas escolas oferece cursos técnicos em áreas como Agropecuária, Agroecologia, Meio Ambiente, Saúde e Educação, além de promover atividades culturais e políticas voltadas para a formação dos militantes e assentados.

Atualmente o movimento possui cerca de 350 mil famílias assentadas em mais de 7 mil assentamentos espalhados por todo o país (é importante registrar que esse número pode variar ao longo do tempo devido a mudanças nas políticas governamentais e outras circunstâncias) e esses assentamentos são conhecidos por produzirem alimentos orgânicos de alta qualidade. Esse tipo de agricultura valoriza a biodiversidade e respeita o meio ambiente, além de garantir alimentos mais saudáveis e saborosos para a população. O movimento é um grande defensor da agroecologia e trabalha para difundir essa prática entre seus integrantes e a sociedade em geral e não posso deixar de mencionar as feiras do MST. Em primeiro lugar, trata-se de uma importante estratégia do movimento para comercializar seus produtos e difundir seus ideais. Elas são organizadas em diversas regiões do país e oferecem uma grande variedade de produtos, todos produzidos de forma agroecológica e orgânica, como hortaliças, frutas, cereais, leguminosas, mel, queijos, além de artesanatos e outros produtos típicos de cada região. Algumas das principais feiras do MST são a Feira Nacional da Reforma Agrária, que acontece anualmente em São Paulo, reunindo produtores de todo o país; a Feira Estadual da Reforma Agrária, realizada em diversas capitais e grandes cidades do país; e a Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária do Rio Grande do Sul (Expointer), que é considerada a maior feira do gênero na América Latina.


A importância dessas feiras para o MST é enorme, pois elas permitem que os produtos dos assentamentos e acampamentos sejam comercializados diretamente com os consumidores, sem a necessidade de intermediação de grandes redes de supermercados e distribuidores, o que garante uma maior margem de lucro para os produtores e um preço mais acessível para o consumidor final. Além disso, essas feiras são uma forma de apresentar à sociedade os ideais do MST e a importância da agricultura familiar e agroecológica para o desenvolvimento sustentável do país, combatendo assim a demonização do movimento. Claro, o MST possui algumas lojas em diferentes regiões do país. Essas lojas comercializam produtos agroecológicos, como hortaliças, frutas, grãos, entre outros, produzidos nos assentamentos e acampamentos do movimento, por exemplo:

ARMAZÉM DO CAMPO: rede de lojas do MST que conta com unidades em diversas cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, entre outras. Além de alimentos orgânicos, a rede também comercializa artesanatos e produtos culturais produzidos pelos militantes do movimento.

Feira da Reforma Agrária: uma iniciativa do MST que acontece em diferentes cidades do país, como São Paulo, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, entre outras. Nessas feiras, é possível encontrar uma variedade de produtos orgânicos produzidos pelos assentados e acampados do movimento. Além das lojas e feiras, o MST também mantém parcerias com outras redes de comércio justo e solidário, como a Rede Ecovida de Agroecologia e a Rede de Comercialização Solidária.


Eu jamais poderia deixar de fora deste texto, o fato de que o MST realiza doações de alimentos produzidos em seus assentamentos e acampamentos e essas doações são geralmente destinadas a comunidades carentes, em situações de emergência, como desastres naturais, e também a movimentos sociais em luta por moradia e outros direitos.



MST doa mais de 100 toneladas de alimentos pelo Brasil. As ações aconteceram entre os dias 10 e 21, durante a Jornada Nacional de Lutas em defesa da Reforma Agrária em abril de 2021, em memória dos 25 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás.

Não há um número exato de quantas pessoas foram ajudadas pelo MST através dessas doações, mas o movimento tem um histórico de solidariedade com outras lutas sociais e de apoio a comunidades em situações de vulnerabilidade. O movimento também possui diversas parcerias com organizações e entidades da sociedade civil, como sindicatos, pastorais sociais, associações de bairros e outras, para ampliar o alcance de suas ações solidárias. Em maio de 2018, durante a greve dos caminhoneiros em todo o país, o MST realizou doações de alimentos e água para os motoristas em diversos pontos de bloqueio de estradas. Essa ação visava apoiar os caminhoneiros em suas reivindicações e também denunciar a política econômica do governo Temer, que havia levado a aumentos constantes nos preços dos combustíveis e de outros produtos básicos. A ação do MST foi amplamente divulgada na mídia na época.

Infelizmente, o MST também enfrenta muita violência no campo. A maioria dos casos de violência é praticada por latifundiários e seus capangas, que tentam impedir as ocupações e a luta pela reforma agrária. A violência no campo é uma triste realidade no Brasil, que já foi denunciada por organismos internacionais de direitos humanos. A violência no campo é um problema grave no Brasil e afeta principalmente trabalhadores rurais e povos indígenas que lutam por seus direitos à terra e ao meio ambiente. Os conflitos fundiários, a grilagem de terras, a exploração ilegal de recursos naturais, a violência física e psicológica contra trabalhadores rurais e lideranças comunitárias, são algumas das formas de violência que ocorrem no campo. Na maioria absoluta das vezes, essa violência é perpetrada por fazendeiros, grileiros, madeireiros, garimpeiros e outros grupos interessados em explorar a terra e seus recursos naturais sem se preocupar com a preservação do meio ambiente e com os direitos dos trabalhadores e comunidades tradicionais. O MST e outras organizações de trabalhadores rurais têm lutado contra essa violência e, claro, pela reforma agrária, reivindicando o direito à terra para quem nela trabalha e vive. No entanto, na maioria das vezes são vítimas da violência perpetrada por grupos contrários à reforma agrária e à democratização do acesso à terra e aos recursos naturais.

É importante destacar que a violência no campo não é apenas um problema social, mas também ambiental. A exploração ilegal de recursos naturais e o desmatamento desenfreado causam impactos significativos no meio ambiente, afetando a biodiversidade, os recursos hídricos e o clima. O MST com suas ações, cobra que o Estado brasileiro adote medidas efetivas para combatê-la, protegendo trabalhadores rurais e comunidades tradicionais e enfim, promover a reforma agrária como uma forma de garantir o direito à terra e ao meio ambiente saudável para todos.

Não podemos esquecer, a Constituição Brasileira reconhece a função social da terra e prevê a desapropriação de propriedades que não cumprem essa função. Para que uma propriedade seja considerada improdutiva, é necessário que ela não esteja cumprindo sua função social, ou seja, não esteja produzindo alimentos e gerando emprego e renda para a população local. A desapropriação de terras é uma ferramenta legal para garantir a função social da propriedade. Ela consiste na retirada da propriedade de um bem de seu dono, mediante indenização justa, para fins de interesse público. No caso da reforma agrária, a desapropriação de terras é uma forma de possibilitar a redistribuição de terras improdutivas para fins de produção agrícola, garantindo o acesso à terra a trabalhadores rurais sem-terra, promovendo a justiça social. Ou seja, a Constituição Federal brasileira de 1988 prevê a desapropriação de terras para fins de reforma agrária e determina que as terras improdutivas devem ser desapropriadas e destinadas à reforma agrária. O processo de desapropriação ocorre quando um imóvel rural é declarado improdutivo ou subutilizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) ou pelo poder público, e pode ocorrer tanto de forma voluntária, mediante acordo entre o proprietário e o poder público, como de forma judicial, por meio de ação de desapropriação movida pelo governo.

A importância da desapropriação de terras para fins de reforma agrária reside na sua capacidade de garantir a justiça social e promover a inclusão de trabalhadores rurais sem-terra na produção agrícola. Ao possibilitar o acesso à terra e a recursos públicos, como crédito, assistência técnica e infraestrutura, a reforma agrária é uma ferramenta importante para o desenvolvimento rural e a redução das desigualdades sociais no campo, sem contar a maior oferta de alimentos na mesa das famílias brasileiras e também aumentar a exportação; entretanto, a desapropriação de terras à reforma agrária é um processo complexo e muitas vezes enfrenta resistências por parte dos proprietários de terras, que contestam as avaliações de produtividade realizadas pelo INCRA e questionam os valores de indenização oferecidos pelo governo. Além disso, o processo de desapropriação muitas vezes é marcado por conflitos no campo, fruto da resistência dos proprietários e da falta de políticas públicas adequadas para garantir a segurança dos trabalhadores rurais sem-terra durante o processo de ocupação das áreas desapropriadas.

O Movimento dos Trabalhadores rurais Sem Terra é uma organização horizontal e coletiva, que valoriza a liderança coletiva e o protagonismo de todas as pessoas envolvidas no movimento, portanto, não há uma figura ou liderança específica que seja considerada a principal porta-voz do MST no debate nacional, contudo, alguns dos principais nomes que têm representado o MST em debates e eventos são João Pedro Stédile, um dos fundadores do movimento e membro da direção nacional; Débora Nunes, membro da direção nacional e responsável pela área de educação do movimento; e Kelli Mafort, também membro da direção nacional e responsável pela área de gênero.

O MST tem sido fundamental nesse processo de mudança, mostrando que é possível produzir alimentos de qualidade de forma sustentável e valorizando a agricultura familiar. O movimento já conseguiu muitas conquistas, mas ainda há muito a ser feito. A sociedade brasileira precisa reconhecer a importância da reforma agrária e apoiar a luta do MST por justiça social no campo.



O discurso de ódio tem se tornado cada vez mais presente na sociedade brasileira nos últimos anos, e o "bolsonarismo" tem sido um importante fator na amplificação desse fenômeno. Desde a campanha eleitoral de 2018, o então candidato Jair Bolsonaro e seus apoiadores têm utilizado um discurso de intolerância, preconceito e violência, que tem - infelizmente - encontrado eco em uma parcela significativa da população.  Esse discurso de ódio bolsonarista tem contribuído para a ampliação de casos de violência no Brasil, incluindo casos de assassinatos e violência contra mulheres, homossexuais, negros e indígenas. Alguns exemplos desses casos são: 
O assassinato da vereadora Marielle Franco em 2018, que era negra, feminista e defensora dos direitos humanos. A investigação aponta para envolvimento de milícias e grupos paramilitares, e há indícios de que o crime tenha sido motivado por sua atuação política. 

O caso do assassinato do mestre de capoeira Moa do Katendê em 2018, que foi esfaqueado em Salvador após uma discussão política em que ele declarou seu voto contra Bolsonaro. O agressor confessou o crime e afirmou que o motivo foi a divergência política. 

A agressão à transexual Agatha Lima em 2019, em que um homem armado com uma barra de ferro a espancou em um ponto de ônibus em São Paulo. A agressão foi motivada por transfobia e o agressor afirmou ter sido influenciado pelo discurso de Jair Bolsonaro. 

O caso do assassinato da menina Ágatha Felix em 2019, no Rio de Janeiro, em que a menina de oito anos foi atingida por um tiro nas costas durante uma operação policial. O então presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores defenderam a ação da polícia, ignorando a morte da criança. 

O ataque a uma escola em Suzano (SP) em 2019, em que dois jovens armados mataram oito pessoas e depois se suicidaram. Um dos agressores, identificado como admirador de Jair Bolsonaro, deixou um manifesto com referências ao discurso bolsonarista. 

No dia 04 de abril de 2022, um homem armado invadiu a creche Aquarela, em Blumenau, SC, e matou quatro crianças com idades entre 2 e 3 anos, além de uma professora. O assassino era um apoiador declarado do ex-"presidente" Jair Bolsonaro e do movimento bolsonarista. Fervoroso apoiador de Bolsonaro, o assassino acreditava em teorias conspiratórias e em uma suposta "ameaça comunista" no país. E agora, em 2023, outro homem invadiu outra creche em Blumenau, SC, deixando 4 crianças mortas (entre quatro e sete anos) e 5 feridas e, sim, o assassino é apoiador ferrenho do ex-"presidente" Jair Bolsonaro. 

Esses trágicos episódios são claras evidências da relação entre o discurso de ódio bolsonarista e a violência que tem assolado o Brasil nos últimos anos. É importante destacar que o combate à violência e ao discurso de ódio não pode ser feito apenas após a ocorrência de casos graves como esse. É necessário um esforço coletivo da sociedade e do poder público para promover a cultura da paz, da tolerância e do respeito aos direitos humanos em todas as esferas da sociedade brasileira. Esses foram apenas alguns exemplos de como o discurso de ódio bolsonarista tem contribuído para a ampliação de casos de violência no Brasil. 

É importante lembrar que o discurso de ódio não é apenas uma questão política, mas também uma questão de direitos humanos e de segurança pública. É preciso enfrentar esse fenômeno com políticas públicas que promovam a diversidade, a tolerância e o respeito aos direitos humanos, e combater a impunidade nos casos de violência motivados por preconceito e intolerância.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Quando a Carapuça Serve

Cidadãs, Cidadãos, após polêmica gerada por uma postagem que fiz no Facebook, onde afirmava que nem todo eleitor do "Coiso" é neoneonazista, fascista, homofóbico, racista, misógino, machista, etc etc etc, resolvi escrever este texto, o qual - talvez - sirva de alguma forma para quem ainda consegue ler e compreender o que leu, que ainda consegue refletir... Bem, claro, a polêmica surgiu quando não resisti ao Capiroto no ombro me falando para usar o texto da postagem, num comentário na página de um amigo querido, de longa data, que hoje apóia veementemente o Candidato do Ódio.

Rapidamente os comentários se multiplicaram em resposta, principalmente por conta da minha fala final sobre quem não liga de estar ao lado dessa gente (racistas, neonazistas, etc), em apoiar o candidato dessa gente e acreditar piamente que o voto em um desqualificado desse nível é a solução para o nosso país num delicadíssimo momento (em vários sentidos), é entregar-se hipócrita (aquele que demonstra uma coisa, quando sente ou pensa outra, que dissimula sua verdadeira personalidade e afeta, quase sempre por motivos interesseiros ou por medo de assumir sua verdadeira natureza, qualidades ou sentimentos que não possui), anti-Cristão (aquele que sabe que Jesus foi torturado antes de morto mas apóia alguém que fale em nome de Deus e apóie a tortura, a violência), etc. Contudo, para mim, essa parte - mesmo que reconheça seu peso - não é maior do que a dica inicial, a qual realmente deveria fazer com que as pessoas tirassem um tempo, respirando fundo três vezes, para refletir seriamente antes de se pronunciar. Para registro, publico o mini-texto abaixo:

"NEM todo eleitor do Coiso é fascista, mas TODO fascista é eleitor do coiso;

NEM todo eleitor do Coiso é racista, mas TODO racista é eleitor do Coiso;

NEM todo eleitor do Coiso é neonazista, mas TODO neonazista é eleitor do Coiso;

NEM todo eleitor do Coiso é machista, mas TODO machista é eleitor do Coiso;

NEM todo eleitor do Coiso é misógino, mas TODO misógino é eleitor do Coiso;

NEM todo eleitor do Coiso é analfabeto funcional, mas TODO analfabeto funcional é eleitor do Coiso;

NEM todo eleitor do Coiso é analfabeto político, mas TODO analfabeto político é eleitor do Coiso;

NEM todo eleitor do Coiso é supremacista branco, mas TODO supremacista branco é eleitor do Coiso;

NEM todo eleitor do Coiso é intelectualmente débil, mas TODO intelectualmente débil é eleitor do Coiso;

NEM todo eleitor do Coiso é homofóbico, mas TODO homofóbico é eleitor do Coiso;

NEM todo eleitor do Coiso é da Ku Klux Klan, mas TODO membro da Ku Klux Klan se sente representado no Brasil. E se pudessem votar aqui, adivinha pra quem iriam seus votos..."

Hoje em dia, as pessoas não podem mais dizer que não sabem daqueles que apóiam o Candidato do Ódio, estamos a meio "click" das informações, basta fazer o que todos deveriam estar fazendo hoje, se informando, procurando conhecer seus candidatos, o que já fizeram pelo país, pelo povo brasileiro, estudar suas propostas e, claro, se esforçando muito para tanto, uma vez que nosso país já é reconhecido mundialmente pelo analfabetismo funcional. Leu? Leu e releu? Leu de novo? Não entendeu? Procure alguém para te ajudar, não custa nada, navegue a procura de informações, afinal, o que está em jogo requer r e s p o n s a b i l i d a d e.

Deixo aqui minha contribuição para o despertar das consciências, o faço, pensando em vocês, amigos meus, pessoas tão queridas e que me assustam ao aderir a um movimento fraudulento. Se há fraude nestas eleições, talvez não estejam nas urnas, mas no comportamento de seus apoiadores e isso me incomoda, pois jamais me passaria pela cabeça que meus amigos se prestariam a esse triste papel.

Para provar que fiz meu dever de casa, assistam a este vídeo:


Entre os envolvidos com o grupo de Antônio Donato Baudson, está Marcus Vinícius Garcia Cunha, também preso pela Polícia Civil de Minas Gerais, que deixa claro na coletiva de imprensa, tratar-se apenas de um inocente, erroneamente detido.


Agora, o que faz entre materiais apreendidos na casa do rapaz, uma carta do então Deputado, hoje Candidato do Ódio? Aliás, quem não gostaria de conhecer o conteúdo desta carta?


Mas não pára por aí, vejam que foi defender o então Deputado em um ato no MASP, porque ele "defende a família" (que família?):


Eu poderia parar por aí, porém há um outro fato bastante interessante e que muita gente e que deve ser lido, pra ontem. Basta clicar no título abaixo para ser direcionado a uma matéria jornalística imprescindível:

Candidato do Ódio atiça células NEONAZISTAS!

Claro que o candidato aceita qualquer apoio, seja de neonazistas em células, seja de cidadãos "ilustres" como este:


Tenho para mim, que qualquer pessoa que tenha a noção de que o Candidato do Ódio é apoiado por neonazistas, deveria, por humanidade, negar-lhe o voto, pois não nos cabe dar valor e apreço a alguém cujos discursos ecoam nos corações de jovens neonazistas, daí já se vê que há algo de errado em sua personalidade...

Pior que vejo muita gente não dar o valor necessário ao fato de que o Candidato do Ódio colocou os Negros Quilombolas na categoria "animal" irracional ao fazer "brincadeira" referindo-se aos mesmos por arrobas e não quilos. E o fez diante de uma feliz platéia de Judeus, de gente que sabe muito bem o que seu povo sofreu por conta da desumanização perpretada por Hitler. Talvez seja a resposta daqueles que foram oprimidos, agora podem oprimir, pois sua Educação não foi libertadora, como já nos ensinava o grande Paulo Freire...


Indignado com a postura de alguns Judeus, Mauro Nadvorny (membro do Juprog - Judeus Progressitas - e da J-amlat - movimento em contrução de Judeus Latino-Americanos) gravou um vídeo que ganhou certa visibilidade e que deve ser assistido por todos:


No vídeo anterior, acima, há também uma fala muito importante e que não recebeu a devida atenção: "Onde tem uma Reserva Indígena, tem uma riqueza debaixo dela, temos que mudar isso daí". Ou seja, o Candidato do Ódio está de olho nas terras indígenas e certamente planeja algo, afinal, já avisou que se ele assumir, "índio não terá mais 1 cm de terra" e acabamos por nos deparar com notícias como esta, que dá o triste resultado dessa fala irresponsável ao nos informar que a mesma gera 10 assassinatos de indígenas por mês.

Deixo aqui um link para um texto meu sobre o Fascismo, vale a pena dar uma olhadela e tentar ligar os pontinhos entre o que lhe é informado e o que você vê no dia-a-dia.

Agora uma confissão: o que me dói, de verdade, o que me entristece mesmo, é ver que são pessoas que sempre considerei inteligente, dotadas de um senso de Amor ao próximo, pessoas verdaderiamente humanas, que jamais - pensava eu - se misturariam com a escória nazifascista, apoiando tão triste figura; noto que elas não estão compreendendo a gravidade da situação, não estão entendendo que estão se aliando ao que há de pior na nossa sociedade por conta, única e simples, do ódio estimulado contra o Partido dos Trabalhadores, ódio esse que os impede a frieza da análise dos fatos. Realmente se o seu anti-petismo é maior do que seu anti-fascimo, você está numa região de trevas no seu coração, essa é a verdade. Abraçar o fascismo por conta desse ódio cego e irracional, lhes rebaixa e por fim, poderá nos rebaixar a todos à barbárie mais nua e crua. O anti-petismo não pode ser maior que o anti-fascismo, de maneira alguma, isso não resulta em coisa boa.

E o pior, essas pessoas -  que sempre tive como "gente do Bem" - resolveram acreditar em tudo o que ele diz e negam vídeos, áudios e documentos que atestam que ele não é o que vende. Ele ataca o que chama de políticos populistas, mas se esquece que é um político populista, pra ficar mais feio, quer carimbar a testa de Lula como populista, logo o ex-Presidente, que veio do povo. Um desqualificado que tenta falar em liberalismo sem entender do que se trata, aplicando o que chamo de "liberalismo tapuia", pois deixa de fora as liberdades individuais, as quais, é contrário! Aliás, nesse ponto ele adora mentir, pois diz que é favorável "à defesa da liberdade individual contra a intervenção estatal". E a turma acredita. E claro, ele também adora dizer que o liberalismo é o responsável por salvar "bilhões de pessoas da miséria em todo o mundo", isso tem base na realidade? Onde? Daí me vem com esse papo de "ultra-liberalismo", apoiado por um "Chicago-Boy", que se desmancha de amores por Pinochet, que colocou em prática o neoliberalismo com mão-de-ferro, torturando, matando e desaparecendo com aqueles que se opunham ao regime.

Cabe aqui deixar a dica para um documentário também imprescindível para se conhecer mais a fundo o neoliberalismo, recomendo que assistam várias vezes, até terem uma noção mais aprofundada do tema (baseado no best-seller da Jornalista canadense Naomi Klein, "A Doutrina do Choque" procura explicar a ascensão do "Capitalismo de Desastre: os mecanismos da exploração dos momentos de crise, governos e grandes empresas), traduzindo: recomendo muito:


Para uma imersão ainda mais acentuada, também recomendo veementemente o documentário "A Batalha do Chile", dividido em três partes, é considerado o melhor documentário latino-americano de todos os tempos e um dos operadores de câmera foi preso durante as filmagens e nunca mais foi encontrado. É bastante interessante para compreender as forças que disputavam o Chile da época, as manobras para prejudicar o governo socialista de Allende, o envolvimento dos EUA e, claro, o mesmo discurso de "transformar em Cuba".

A Batalha do Chile - parte I

Parte II

Parte III

Bem, voltemos ao Candidato do Ódio, o "gênio" capaz de cunhar tal frase reveladora: "o Brasil nunca alcançará a estabilidade social enquanto houver fome, violência e miséria!" Ora, mas foi exatamente essa a luta dos governos petistas, por exemplo, o Governo Lula REDUZIU a pobreza em 50,6%, reduzindo a Desigualdade Social, ponto nevrálgico na questão da violência no país (contudo, o mesmo não se trata de uma medida de curto prazo e sim, de longo prazo e creio que aí houve uma falha dos governos petistas em não buscar a diminuição da violência no curto prazo, o que aumentou a "sensação de insegurança" no Brasil), ainda que durante seu governo, Lula mais que duplicou investimentos em segurança pública; ora, quanto a questão da fome, o que resta dizer quando nos recordamos que o ex-Presidente Lula foi homenageado com o título de Campeão Mundial na Luta contra a Fome, pela Organização das Nações Unidas? Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), sob Lula, a miséria no país caiu, já no primeiro mandato mais que nos oito anos do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso! A receita já foi dada por Lula e funcionou na prática. Logo, se funciona, é melhor que apostar em aventureiros. Pois nós vimos fome cair em dez anos e nosso país sair do Mapa da Fome no Mundo, da Organização das Nações Unidas, principalmente por conta do crescimento da renda dos 20% mais pobres, não apenas por causa de programas de transferência de renda, mas também pelo fortalecimento do poder aquisitivo das Mulheres, ainda que caiba lembrar que o programa Bolsa-Família recebeu o mais importante prêmio internacional. Cabe lembrar também que esta Emenda Constitucional de Fernando Henrique Cardoso, em resposta à triste realidade brasileira da época, que pode ser relembrada no vídeo abaixo, de 2001:


Sim, este era o Brasil que o ex-Presidente FHC deixava ao final de seu governo, ainda que sinalizasse de forma tímida com seus programas sociais, o combate a essa realidade do Brasil de tantos "Brazis". Entretanto, apesar de tal emenda, o pacto que a sociedade brasileira selou entre suas classes e setores sociais após a ditadura civil-militar de 21 anos, em 1988, deixava claro que erradicar a pobreza se tratava de um "Princípio Fundamental", o que é bastante compreensível, mas foi preciso muito tempo e um Lula para finalmente ser, efetivamente, posta em prática. Pode-se - portanto - afirmar que o Governo Lula foi o primeiro a se preocupar com os "invisíveis" da nossa sociedade, gente que nascia e morria na miséria, condenada a viver sem perspectivas, esquecidos.

Como toquei no nome do ex-Presidente Lula, o qual sempre aparece em qualquer apontamento que se faça contra o Candidato do Ódio, deixo outro texto meu sobre seu julgamento (não que eu seja uma sumidade do Direito, mas o texto é fruto de muita pesquisa e muito estudo) e abaixo, links para entrevistas com Juristas renomados de nosso país:

Professor Doutor Maurício Dieter (Criminologia e Direito Penal - USP)
O Professor e Advogado fala sobre o julgamento de Lula, o justiçamento nas redes sociais,
Espetacularização das prisões no Brasil e outros assuntos.

Professor Doutor Pedro Serrano (Direito Constitucional - PUC)
Em entrevista a Juca Kfouri faz duras críticas ao Judiciário brasileiro.

Professora Doutora Carol Proner (Direito Internacional - UFRJ)
Fala sobre a sentença do "juiz" Sergio Moro e o livro assinado por mais de uma centena de Juristas os quais emprestam seus conhecimentos ao esmiuçar a referida sentença.

Voltando ao Candidato do Ódio, bem, é claro que não posso deixar de fora deste texto, a confusão sobre quem é que realmente manda e no quê, pois temos um vice falando em fim do 13° e adicional de férias, daí vem o candidato e desdiz seu vice alegando que é assunto garantido na Constituição, mas o mesmo vice já falou em uma nova Constituinte, não com eleitos pelo povo, mas por "notáveis" (amigos do "rei"). É no mínimo para ficar com a pulga atrás da orelha, no mínimo.

Daí seu "Posto Ipiranga" cujo programa pra Economia tem sido rejeitado e violentamente atacado até mesmo por expoentes da Direita, que atestam que o plano só vai afundar ainda mais o país e que se trata de algo impraticável; surreal dizem alguns. Quem essas pessoas precisam ouvir pra se tocar da bobagem que estão fazendo por conta de uma "mudança"? Sem esquecer que diziam que votariam em Aécio, o Paladino da Justiça, da Moral e dos Bons Costumes, Campeão da Família e verborrágico como o Candidato do Ódio, pode-se até dizer que foi ele quem iniciou o empobrecimento da discussão política, relegando-a a ofensas, mentiras e desinformação. Pois bem, digo e repito: o Candidato do Ódio não é apenas uma ameaça para nossa Democracia, mas também para nosso desenvolvimento econômico e para os nossos frágeis e tão atacados avanços sociais. Entenda:

O Candidato do Ódio, em seu plano de governo, afirma que a economia no país será liderada pela união de Banco Central e Ministério da Economia (o qual englobaria os Ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Indústria & Comércio, além da Secretaria Executiva do Programa de Parcerias de Investimentos) e que as instituições financeiras federais, também estarão subordinadas ao novo Super-Ministério. Bem, aqui não se trata de alguma novidade, já vimos isso, com Collor, enfim, trata-se de uma cópia... E justo de quem. Valha-me Deus. Esse discurso serve apenas para dar a impressão de governo sério, que evita o desperdício. E como Collor, o candidato pretende dar super-poderes ao seu "Posto Ipiranga", Paulo Guedes. Ele é confiável e capaz para tanto? É uma incógnita, porém não são poucos os que acreditam que não.

Registre-se: "Pérsio Arida, principal economista da equipe do tucano Geraldo Alckmin, usualmente diplomático, recentemente classificou Guedes como “mitômano” e afirmou: “Ele nunca produziu um artigo de relevo. Nunca dedicou um minuto à vida pública, não faz ideia das dificuldades”. Arida, goste-se ou não de suas ideias, é um acadêmico de peso e foi um dos elaboradores intelectuais do que viria a ser o Plano Real. Também ocupou diversos cargos na burocracia federal, chegando à presidência do Banco Central e do BNDES."

Apesar de Paulo Guedes ser PhD pela Universidade de Chicago, ele nunca teve uma função relevante na burocracia federal. E fica pior, ele não dedicou tempo e recursos para a elaboração de um plano para sanear nossa economia! E seu despreparo ficou óbvio quando ele fugiu do debate entre os economistas dos então-candidatos no Roda Viva. Registre-se: "o liberalismo reduz a inflação", frase sem sentido creditada ao "Posto Ipiranga" do candidato. E eu não deixaria de fora fatos relevantes sobre Paulo Guedes, trazidos à tona pela grande mídia, como por exemplo, o fato de que fundo ligado ao Paulo Guedes, lucrou R$ 590 mil na Bolsa de Valores utilizando de "informações privilegiadas". Apesar de seu irmão tê-lo apontado como um dos gestores do fundo; Guedes foi absolvido porque na avaliação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), não teve participação direta na operação, mas não fica por aí, o "Posto Ipiranga" do Candidato do Ódio também é alvo de investigação do Ministério Público Federal por fraude em fundos de pensão de estatais.

Sem contar que o candidato fala em "zerar o déficit primário do ano que vem e gerar superávit em 2020; ano passado o déficit primário foi de R$ 124 bilhões. Para 2018, a previsão é que ele chegue a quase R$ 150 bilhões". Como fará? Vendendo estatais, privatizando? Se for esta a "solução", fica bastante óbvio o  d e s p r e p a r o  da equipe econômica do Candidato do Ódio. "Não se consegue em um único mandato gerar um estoque de ativos para gerar caixa da ordem de R$ 150 bilhões. A venda de 80% da Embraer, por exemplo, rendeu apenas 10% desse valor – R$ 15 bilhões. Ou estamos tratando de inocência ou ignorância".

O Candidato do Ódio fala numa redução de "20% o volume da dívida por meio de privatizações, concessões, venda de propriedades imobiliárias da União e devolução de recursos em instituições financeiras oficiais". Pois bem, vamos lá: "a dívida pública brasileira é de R$ 3,7 trilhões. Os 20% descritos pelo plano equivalem a R$ 740 bilhões de reais – o dobro do valor da Petrobrás, que costuma ocupar o posto de maior empresa do Brasil" ou seja, não existe a possibilidade de realizar um ajuste, de R$ 150 bilhões no espaço de um ano através da venda de ativos da União. Então, como último e mais óbvio recurso, só caberá ao governo do Candidato do Ódio: reduzir gastos, o que - provavelmente - resultará na maior recessão de nossa História. Em uma economia mal e porcamente "saída" da recessão, um ajuste fiscal "tão abrupto e de tal magnitude, implicaria numa derrubada ainda maior nos níveis de consumo e investimentos, públicos e privados, componentes fundamentais do PIB".

Em relação à questão tributária, o programa do Candidato do Ódio “simplificação e unificação de tributos federais eliminando distorções e aumentando a eficiência da arrecadação”. Um dos membros da equipe econômica de Bolsonaro é o economista Adolfo Sachsida, importante e respeitado pesquisador do IPEA que defendeu no ano passado uma proposta, no mínimo imoral, ao afirmar ser favorável a um "sistema tributário no qual todos os indivíduos, desde Amoêdo com seus quase R$ 500 milhões, passando por qualquer Dona Maria que ganha um salário mínimo, paguem uma mesma quantia fixa. O valor desse imposto fixo seria de R$ 1,2 mil por mês". Uma insanidade que só poderia ser defendida por quem não tem condições para ler e compreender um texto. Tal "idéia de gênio" vai na "contramão do que pregavam liberais com juízo, como Adam Smith, que, em tese, estariam ligados a este novo momento de Bolsonaro. Mas, no caso do candidato, a máscara de liberal é recente e feita sob medida para agradar o “mercado”."

Outro famoso economista da equipe do Candidato do Ódio é Marcos Cintra, que muito já defendeu um imposto único no país, criando um tributo como a CPMF, de 2,81%, aliás, Paulo Guedes falou sobre o tema gerando desconforto para o Candidato do Ódio, que o proibiu de falar novamente, pois - segundo ele, o economista não é Político, não sabe como se expressar sobre assunto tão delicado. Mais um motivo para que o Candidato do Ódio participe dos debates, pois quem é que está falando a verdade na história toda, ele que admite não entender de Economia ou seu guru? Ao não participar de debates, o Candidato do Ódio nega informação a todo o povo brasileiro, até mesmo a milhões de seus seguidores e tietes, os quais, vez e outra surgem nas redes para discutir política no mesmo tema: "bolsonaro2018" ou "b17", mostrando que não se importam com a Economia porque também não entendem. Voltando ao tema, para além dos problemas microeconômicos gerados por esse tipo de imposto, como o estímulo ao uso de dinheiro vivo para fugir da tributação e sua incidência “em cascata” (isto é, incide sobre várias etapas na circulação de um produto), ele também cria uma nova penalização para os mais pobres, que acabam pagando a mesma taxa do que a parcela mais rica da população." Por essas que eu digo que entendo rico votar no Candidato do Ódio, mas pobre? Bem, de fato isso acontece porque o candidato não é claro sobre seu plano de governo pra Economia, preferindo se ater à "Fake News" e baixarias via internet. Lembrando que o grande motor a impulsionar sua candidatura foi a "Fake News" do chamado - pejorativamente - "Kit Gay".

Faço um aparte aqui para deixar claro que o assunto realmente não passa de uma grande farsa orquestrada pelo Candidato do Ódio, começando por um vídeo-resposta ao ex-Capitão, da "Nova Escola", vale a pena assistir, a desinformação do Candidato do Ódio é esmiuçada revelando sua total ignorância sobre o tema, o qual adora usar para aterrorizar seus seguidores e tietes:


Para ficar claro, deixo também esta matéria sobre o famigerado "Kit Gay", a qual explicita o caráter de "Fake News" do carro-chefe do Candidato do Ódio:


De volta! Bem, vamos combinar aqui: NENHUM país do mundo implementou as ideias da equipe econômica do Candidato do Ódio, afinal, não é justo, muito menos MORAL, "que os cidadãos paguem todos uma mesma alíquota de imposto. Imagine que o governo fixe um imposto único de 10% sobre os rendimentos de todos os cidadãos... No caso de uma pessoa que ganha um salário mínimo – de R$ 1.000, para simplificar a conta – isso significa entregar R$ 100 TODOS os meses ao governo. Dinheiro que fará falta para comprar um botijão de gás, comprar um quilo de carne, uma roupa nova e outras necessidades básicas. Agora imagine a pessoa que ganha R$ 10 mil por mês. Nesse caso, os R$ 1.000 entregues ao governo, ainda que façam falta, não comprometerão a subsistência do indivíduo como no primeiro caso. Essa pessoa já pagou aluguel, já se alimentou, já se vestiu de modo satisfatório com os R$ 9 mil que lhe restam."

Compreendem o perigo de dar poder a uma pessoa que não tem coragem de defender suas propostas num debate diante do povo brasileiro? Por que não vai para o debate? Sabe que suas propostas não agradariam o povo? Será que teria capacidade para discutir e defender seu se plano econômico?

Como se não bastasse, o Candidato do Ódio também propõe a criação de uma carteira de trabalho “verde e amarela”,cuja aderência seria voluntária, onde o "contrato individual PREVALECE sobre a CLT”. No plano de governo está lá o alerta de que os "Direitos Constitucionais" seriam preservados, mas como já comentei anteriormente, o vice da chapa anda falando em escrever uma nova Constituição, por "notáveis". E quem é que vai me pedir para confiar num candidato conhecido pela campanha mentirosa e sem escrúpulos? Bem, de qualquer forma, vale lembrar que "no atual ambiente de alto desemprego, o poder de barganha dos trabalhadores fica severamente reduzido. Por isso, temos razões para acreditar que antes de ser a escolha do empregado, tal carteira será um imposição dos patrões, notadamente para aqueles trabalhadores mais pobres, menos qualificados e mais vulneráveis." Pra não concordar, primeiro deve-se acreditar que os patrões são bondosos e compreensivos. Muita gente acreditou no Collor.

"Ainda que haja muita informalidade no Brasil e que existam argumentos em favor da modernização da legislação trabalhista", é bom lembrar que o motor fundamental da criação de novos empregos não é a facilidade de contratar e demitir, mas "sim o estado geral da economia. A menor taxa de desemprego registrada na região metropolitana de São Paulo desde 1994, foi registrada em dezembro de 2011, quando chegou a 6,9%. Em junho deste ano, o valor registrado foi de 14,20%."

Muitas são as propostas inviáveis do Candidato do Ódio para a área econômica. Há quem diga - e eu concordo - que "não se pode sequer chamar o documento de plano de governo" e que não passa de um "apanhado de generalidades, de citações superficiais de documentos de terceiros". O problema das propostas do Candidato do Ódio é que são superficiais, não tem explicações, nem mesmo números para embasá-las.

Registre-se que a revista "The Economist" (que não se pode tratar como publicação "comunista", "esquerdista" ou "petista", "comprada em pão com mortadela"), classificou o Candidato do Ódio como uma "ameaça para o Brasil e para a América-Latina", que seria "um "Presidente desastroso".



Agora, podemos - claro - deixar de lado esse papo mais chatinho, mais complicadinho sobre Economia e nos concentrarmos nos atos de violência praticados por eleitores do Candidato do Ódio ou não estão enxergando isso também? Os casos de agressões por motivação política subiram assustadoramente desde o final do primeiro turno; morte, ameaças e intimidação se transformaram em prática comum dos eleitores do Candidato do Ódio, estima-se que pelo menos 50 ataques por todo o país partiram de seus eleitores.


O Mestre de Capoeira e Ativista Cultural, Romoaldo Rosário da Costa, mais conhecido como "Moa do Katendê", de 63 anos, assassinado com 12 facadas em Salvador. Réu confesso, Paulo Sérgio Ferreira de Santana (36 anos) confessou à Polícia a motivação política do crime. Santana afirmou ter votado no Candidato do Ódio e tirou a vida de Moa por ter defendido o candidato petista, Fernando Haddad. Moa foi a primeira vítima fatal, mas não a última, uma travesti foi morta, também a facadas e testemunha afirma ter escutado gritos de "bolsonaro" durante a discussão que terminou com o assassinato da vítima. Há mais relatos e deixo aqui alguns links para serem conferidos:

Jovem é agredido por eleitores de bolsonaro em lanchonete

Jovem de camiseta vermelha é agredido por eleitores de bolsonaro

Jornalistas relatam ameaças de eleitores de bolsonaro

Servidora Pública é agredida por eleitores de bolsonaro

Mulher tem suástica marcada no corpo com canivete por eleitores de bolsonaro

Estudante é atacada por eleitor de bolsonaro

Estudante é agredido a garrafadas por eleitores de bolsonaro

Mulher é agredida por se negar a votar em bolsonaro

Veja um eleitor do Candidato do Ódio exibindo toda sua religiosidade serena contra a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil:


Bem, vou parar por aqui, é muita coisa, mas creio que já deu para ter uma noção do que está acontecendo: o Discurso de Ódio do candidato encontrou eco em muitos corações e mentes, em Pinda mesmo, me deparei com duas postagens que me chamaram demais a atenção. A primeira aconteceu quando o MST - Movimento dos Sem Terra ocupou área na cidade, um 'maluco' falava em juntar uma turma e ir lá expulsá-los à bala! Outra foi de um amigo que falava em juntar uma turma para mandar um rapaz que estaria assaltando jovens perto de um ponto de ônibus. Estamos nesse nível.

Então, ainda não entendem a gravidade? Vão esperar que usem camisas pardas e suástica no braço pra dizer: "acho que não quero me misturar com essa gente..."


Acima, Hitler e membros da Sturmabteilung (AS), conhecida como "Camisas Pardas" e estava sob a liderança do Capitão Ernst Röhm, favorável ao uso da violência nas ruas. Parece que essa tática de intimidação tomou conta do país. Esse é o país que o Candidato do Ódio representa, de barbárie, incivilizado.

 Pois bem, se você já enxerga que esse tipo de pessoa apóia o seu candidato, como é que pode fazer coro com essa gente? Há algum tipo de identificação? Os violentos estão fazendo o que você gostaria de fazer? Buscar a homogeneidade da sociedade através da brutalidade contra as vozes dissonantes? Então...

E os discursos? Há áudios, vídeos, onde o Candidato do Ódio deixa clara a sua visão preconceituosa, infantil e de desmedida agressividade, principalmente contra Mulheres, aliás, com Homem, do mesmo tamanho que ele, nada, no máximo fica gritando de longe os xingamentos mais empobrecidos, dignos de moleque de segundo grau sem educação. Assim como em qualquer regime fascista, o Candidato do Ódio, aproveitando-se do ataque da grande mídia tapuia contra o Partido dos Trabalhadores, reforça a idéia de que os petistas são os novos Judeus, que qualquer violência contra eles é justificada, trata-se do famoso "bode expiatório", deixando claro também, outra característica fascista: homogeneizar a sociedade através da eliminação das vozes dissonantes.

O pior é que muitos se vêem representados nas falas e atitudes do Candidato do Ódio e isso deveria envergolhá-los, não ser motivo de orgulho. E é tratado como orgulho! Não ser tão afetado pelo Discurso do Ódio do candidato não significa que o mesmo não exista, as provas estão aí!


Quem é que se vê representado em falas assim? Em comportamentos como esse? Quem é que vibra com esse tipo de atitude? Isto representa? Sério?! Um descontrolado desses tem capacidade de governar um país tão grande, com problemas tão complexos como o nosso?

E os homossexuais que o apóiam? Conheço alguns, aliás, com um tive a oportunidade de dizer que ele "é gay por falta de porrada", ele não gostou e mudou seu voto após assistir o vídeo abaixo:


Como alguém pode apoiar quem faz um discurso deste?! Como ser contra um Estado Laico?! Não há uma reflexão sobre o que ele disse? "As minorias tem que se curvar às minorias... Ou simplesmente desaparecer"? O que ele quis dizer com isso? Já pensou a respeito?!


E esse descontrole? E as ofensas: "Seu pai 'tá dando o $%!" Como não se enojar com esse comportamento estúpido e infantil? Como achar isso lindo? Como endeusar uma pessoa incapaz de dialogar, de se auto-controlar? Quantos anos nós temos mesmo?!





Posso dizer que eu já havia percebido o verdadeiro grau da violência e perversão do Candidato do Ódio, antes mesmo dele ter a coragem de - diante de todo um país - homenagear o mais violento e sádico torturador que desonrou nossa Pátria, nossa bandeira, nossa imagem perante o mundo, nossa História, durante sua fala odiosa no domingo que o Brasil quer esquecer. Da votação do impeachment pelos Deputados Federais.


Como alguém pode dizer esse tipo de coisa e ficar por isso mesmo? Não deveria, nem poderia, para além do que natural repúdio ao então-Deputado (assustou saber que muita gente vibrou com a fala, mas aí já não é mais gente), ele defendeu um Torturador em rede nacional e isso é crime de Apologia ao Crime, ao Criminoso. Mas o pior, é que daí surgiram jovens capazes de usar camisetas com a imagem dessa triste figura da nossa História, Brilhante Ustra, nas ruas. Que gente é essa? Aliás, que gente é essa que vê isso tudo e fica ao lado? Que apóia, que se une a essas pessoas? Quem são vocês? Coloquem a mão na consciência, reflitam se é desse lado que vocês querem realmente estar, se é do lado dessa gente...

Registre-se que na mesma votação, o Candidato do Ódio elogia o corrupto Eduardo Cunha, então Deputado Federal e Presidente da Câmara:


Aliás, vamos deixar registrada aqui a admiração do Candidato do Ódio por Eduardo Cunha, com quem gostaria de ter passado mais tempo junto.

Mas nada disso importa, não é mesmo? O que importa é que ele é a bola da vez, a "modinha" daqueles que não entendem nada sobre Política, muito menos da responsabilidade que depositam nas urnas. Falta compromisso com o Brasil, falta - acima de tudo - um compromisso com a Humanidade, esta, distante, restrita aqueles mais próximos. Realmente, as pessoas não se importam em votar lado a lado com os tipinhos relacionados lá no começo do texto, não se importam em apoiar quem tem o apoio dessa verdadeira escória da nossa sociedade, o que é triste e, pode-se dizer que se trata de algo até mesmo  d e s o l a d o r.

Falta sensibilidade, falta empatia, falta responsabilidade, falta Conhecimento, falta compromisso com o país e com o povo brasileiro, mas sobra ódio, muito ódio, ao ponto de abrir as portas e estender o tapete para o fascismo. Isso é assustador, pois está atingindo pessoas boas, que não estão enxergando mais, que são movidas por sentimentos mais baixos, pois foram atingidas pelas "Fake News" no seu lado emocional e quando o emocional sobrepõe-se ao racional, o resultado não é bom.

Desconfio que muitas pessoas vão mesmo impulsionadas pela "modinha", pelo "Efeito Manada", pois não creio que buscaram conhecer aquele que defendem com unhas e dentes e agressividade e ódio até. As Mulheres, mesmo com declarações como estas:

"Eu não empregaria com o mesmo salário"

"Eu dei uma fraquejada e veio uma Mulher" - sobre sua filha

"Jamais iria estuprar você porque você não merece", deixando claro que há quem "mereça".

Não, não há desculpa, não há justificativa para essa "fala" do Parlamentar, isso não é comportamento de Homem. Nem aqui, nem na China. Aqui ficou claro o seu despreparo, seu destempero e para piorar, não foi a primeira vez que fez tal afirmação, revelando seu enojante escárnio num país onde 135 Mulheres são estupradas diariamente.

Pode parecer impossível, mas o Candidato do Ódio conseguiu ser ainda mais baixo. Não acredita? Adivinha quem é que aparece como co-Autor do Projeto de Lei 6055/2013, que revogaria a Lei n° 12.845 de 1° de Agosto de 2013, que "dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral às vítimas de Violência Sexual"? Aliás, a única proposta do Candidato do Ódio para combater o estupro é a castração química voluntária, que especialistas atestam não funcionar, ele não consegue pensar em se combater o estupro antes que ele aconteça.

Uma breve análise sobre a atuação do Candidato do Ódio na Câmara dos Deputados, de cara, revelar-se-ia que se tratasse de uma empresa privada, ele já teria sido demitido, pois em 28 anos de mandato, seu rendimento foi pífio no que diz respeito ao nosso país e ao Estado que o elege sistematicamente, o Rio de Janeiro. Nesses quase trinta anos de mandato, o Candidato do Ódio conseguiu ter apenas dois Projetos de Lei aprovados no Congresso, uma proposta que estendia o benefício de isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para bens de informática e outro que autorizava o uso da chamada "Pílula do Câncer" - a fosfoetanolamina sintética. Em 2015, o Candidato do Ódio conseguiu aprovar sua primeira emenda, que determinava a impressão de votos das urnas eletrônicas, mas a emenda acabou derrubada, se não me falha a memória, pela então Presidenta Dilma Rousseff.

Bem, se por um lado falta jogo de cintura e propostas realmente interessantes para a população - pela obviedade, se um projeto é bom para o povo, rapidamente surgem aqueles que querem aprová-lo e atrelar seu nome ao mesmo - do outro, há o Projeto de Decreto Legislativo 916/2013 que proibia o uso de arma de fogo por fiscais ambientais, registre-se que a idéia para tal Decreto surgiu após o Parlamentar ser impedido de pescar em Área de Proteção Ambiental e assim como os votos para aumentar o próprio salário, fica claro tratar-se do famoso "legislar em causa própria". Curiosamente, quando se trata de privilégios dele e de seus pares, o Candidato do Ódio descaradamente os defende, como pode ser visto no repugnante vídeo abaixo (note que o cidadão pede para que o exemplo venha "de cima"):


Após tal declaração, um de seus mais notórios apoiadores, o "Batman" (Eron Morais Melo), figura certa em dez de dez manifestações no Rio de Janeiro, gravou este vídeo para tratar do tema:


Agora junte estas informações com a declaração enraivecida - e de uma grosseria "condizente" a alguém que pleiteia o mais alto cargo do país - à uma Jornalista que lhe perguntou sobre o fato de receber auxílio-moradia, mesmo sendo proprietário de um apartamento em Brasília:


Não podemos esquecer que o Deputado, já pré-Candidato à Presidência, utilizou dinheiro público para custear suas viagens em campanha.

Outro ponto a merecer total atenção se dá pelo fato do Candidato do Ódio vender-se como "Patriota", afinal, como alguém que votou favorável à venda de área do Pré-Sal, nosso passaporte para o futuro- sendo apelidado por colega Deputado de "Jair Entreguista Bolsonaro - pode ser considerado patriota? E em relação à Amazônia? Novamente, Patriota?

Jamais deixaria de fora a frase que estremeceu o clã do Candidato do Ódio: "Digite 432% no Google". Bem, é só clicar aqui no 432% para ser redirecionado ao assunto um tanto polêmico. Aliás, para alguém que adora dizer que adversários só querem "mamar na teta", o fato de ter colocado os três filhos para mamar no Estado é assunto bastante controverso. Agora, há quem ligue o fato da evolução patrimonial do Candidato do Ódio ter evoluído espetacularmente a uma fala do passado, onde ele dá o conselho:


Nunca é demais lembrar que SONEGAR É CRIME! No caso em questão, temos alguém confessando a prática, ah, também não é demais lembrar que sempre que alguém sonega, outro paga por dois.


Não posso deixar de registrar também, que a ex-Mulher do Candidato do Ódio NEGOU as acusações que fizera no processo, porém, temos que ter em mente que a mesma disputava o cargo de Deputada Federal, utilizando o sobrenome do ex para turbinar sua candidatura. Será que pegaria mal se ela confirmasse as informações veiculadas pela mídia? De qualquer forma, a então candidata, não foi eleita.

Todos sabem - ou fingem desconhecer - que a toda a campanha do Candidato do Ódio é baseada em mentiras e distorções com as chamadas "Fake News" (Notícias Falsas, com a do "Kit Gay", que somente agora, depois de turbinar a campanha do Candidato do Ódio, foi encarada pelo Tribunal Superior Eleitoral, que determinou a retirada de vídeos sobre o tema do Facebook e YouTube). Entretanto, há mais casos, como por exemplo as 33 fake news contra Manuela D'Ávila derrubadas após decisão do mesmo TSE.

Hoje, o Brasil acordou com a mais nova manobra de empresários para turbinar ilegalmente a campanha do Candidato do Ódio, empresas estão comprando "disparos" em massa de mensagens contra o Partido dos Trabalhadores e preparam um ataque em massa na próxima semana. A manobra configura crime eleitoral, uma vez que se trata de doação de empresas, o que não é permitido nesta eleição, portanto, não foram declaradas. Mas as ilegalidades não páram aí, portanto vale a pena clicar na matéria e entender melhor a deslealdade desses empresários.

Muitos são os eleitores do Candidato do Ódio que reprovam políticos mentirosos, porém, estão à toda nas redes sociais disseminando mentiras para vencer a eleição, comportando-se de forma escancaradamente desleal ao induzir o eleitor ao erro. É a campanha do Vale-Tudo, escorado no que há de pior e que dizem ser contra: a Mentira. Os eleitores mentem por seu candidato e seu candidato faz o mesmo, sempre que possível, no caso do "Kit Gay", o fez até em rede nacional. Bem isso tudo sem mencionar as inúmeras, grosseiras e de gôsto duvidoso, montagens contra Haddad e Manuela, sempre impulsionadas por seus eleitores, muitos dos quais, há décadas de distância da irresponsabilidade juvenil, para sua própria vergonha. Essa auto-exposição como propagador de mentiras, realmente me incomoda, não posso acreditar que tenho amigos e amigas nessa condição, isso é lamentável.

E que tal esta matéria sobre o rombo na Previdência? Será que o Candidato do Ódio contemplará os militares na Reforma da Previdência pretendida por ele, sendo que ele mesmo afirmou que os militares não podem ser igualados a quem tem Direitos Trabalhistas diferentes, como FGTS, hora extra, Direito à Greve e repouso remunerado... Que se leve em conta que o déficit nominal com os militares inativos e seus pensionistas está crescendo, enquanto o 'buraco' do regime dos Servidores Civis da União, projetado para o ano que vem, está caindo.

Realmente, a campanha do Candidato do Ódio é baseada em mentiras de todos os tipos e tem no Whatsapp, terreno fértil para sua disseminação, exposta pelo El País como a mais legítima "Fábrica de Mentiras". Ainda que o Ministro Luís Fux, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, tenha afirmado sua luta contra as "Fake News", muito tempo se passou sem que o TSE tomasse alguma atitude contra a disseminação das mesmas pela campanha do Candidato do Ódio, manipulando milhões e milhões de brasileiras e brasileiros através da mentira, pois bem, Fux também afirmou que a utilização das "Fake News" pode anular candidaturas. O que o TSE está esperando, ninguém sabe. As eleições deste ano foram corrompidas pelo Candidato do Ódio e seus apoiadores, todos mentindo freneticamente.

Há de tudo nessa campanha, mentiras, boatos, fraude eleitora e até mesmo empresário ameaçando de forma velada, a demissão de seus funcionários, como no vídeo abaixo:


Talvez um dos momentos mais reveladores destas eleições tenha sido o vídeo onde podemos ver o então Candidato, Álvaro Dias, dizendo o que realmente pensa do Candidato do Ódio:


O Brasil precisa urgentemente das pessoas sensatas, das pessoas do Bem, daquelas que realmente amam nosso país, nosso povo e que querem ver o Brasil de volta aos trilhos. Pessoas decididas a defender nossa Democracia, que se posicionem contra a disseminação de mentiras invariavelmente repugnantes por conta da campanha do Candidato do Ódio, que procurem ler, reler e refletir sobre as propostas do mesmo, colocarem a mão na consciência para decidir se é isso que querem para o nosso país, alguém desequilibrado, descompensado, que se vale da deslealdade, da mentira, da enganação para atingir seu objetivo maior que é ser Presidente do nosso país.

Sim, a carapuça serviu para muita gente, eu tenho noção disso, mas e agora? Vai fazer o quê? Ficar bravo, ressentido, comigo? Ou vai repensar o que é que você está apoiando? Eu disse e repito: se o seu anti-petismo for maior que seu anti-facismo, você tem problemas muito mais profundos para se preocupar na vida, pois se você se posiciona ao lado da escória da sociedade, se você apóia a barbárie (mesmo sem ter noção disso), se você apóia mentiras, realmente, o problema é seu e não seria meu se no processo você não estivesse apostando minha vida, meu futuro, junto com milhões e milhões de brasileiras e brasileiros por conta de um ódio cego e irracional moldado pela grande mídia, que tinha como intuito, promover a ascensão dos tucanos nesta eleição. Só que eles não viram o monstro que criaram. Nem nos monstros que muitos de nós nos tornamos. O que está em jogo nesta eleição é a alma do povo brasileiro e isso é muito mais importante do que você pode imaginar. Repense, há tempo para passar para o lado certo da História. Pois, pelos menos os meus amigos e amigas que apóiam o Candidato do Ódio, não aceitarão votar nele após ter conhecimento de quem são seus apoiadores. Entendo muita gente querer uma mudança, mudanças podem ser saudáveis e necessárias, mas aposto que ninguém quer mudar para pior. Ninguém quer a perseguição de homossexuais (lembrando que o país é o recordista em assassinatos deles), ninguém quer racismo, desigualdade social, mais violência; ninguém, dos meus amigos e amigas, quer ter sangue nas mãos. Eu creio nisso, eu acredito neles, eu acredito no seu potencial para o Bem.

Boa tarde.