Cortesias
Meu avanço é inexorável
Sempre contra o impossível
Minha luta é memorável
E o fardo, indivisível
Venho fogo inevitável
Sou de sonho impraticável
E verdade imprevisível
Fui passado glorioso
Serei futuro precioso
Por ser presente inesquecível
Venho luz inalcançável
Sou de arte intolerável
Incomodo a alma fria
Meu amar é caprichoso
Sou intenso, vicioso
E minha paixão é poesia
Meu silêncio é melodia
Vem de ordens antipáticas
Meu amor é cortesia
Mas em doses homeopáticas
F. Hernandez
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Com quem você acha que está falando?
Há alguns dias me deparei com um vídeo sendo compartilhado por algumas pessoas no fêissebuque e cliquei para entender sobre o que se tratava. Não foi grande a minha surpresa ao constatar tratar-se de uma verdadeira imbecilidade de pessoas alienadas, as quais, ao invés de prestar atenção nas palavras da Presidente, iam às janelas para demonstrar aos demais condôminos sua desaprovação com a fala da mesma. Enquanto ela falava na tevê, os gritos se multiplicavam nos prédios próximos. Ao invés de se prestar a ouvir primeiro e pensar a respeito do que ouviram, não, como crianças birrentas preferiram ficar gritando, alucinados. De pronto, escrevi um texto e compartilho com meus leitores.
Alienados. É essa classe média que Marilena Chauí ataca em suas falas! É o pessoal que acha que sabe de tudo (leu na Veja, viu na Globo); que é autoritário, que vira para um policial e solta o famoso: "Com quem você acha que está falando?" Que não pode pegar fila ("é o fim-do-mundo!"); que é estúpido no trânsito; que bebem e dirigem seus carrões importados em alta velocidade; que acha que cidade toda está representada em um bairro de bacanas; que nunca passou fome na vida; que valoriza o diploma, não o Conhecimento... Traduzindo, é gente que se acha. São bairristas e racistas como aquela garota que destratou o povo nordestino porque seu candidato não venceu as eleições e por aí vai; é muita coisa que se pode falar sobre essa classe média, por exemplo: que é de lá que vem os famosos "playboyzinhos" que jogam bexiga com xixi nas pessoas nos pontos-de-ônibus ou naquelas que tem o azar de passar na frente dos prédios onde residem; é o pessoal da pena-de-morte, do olho por olho, que fala mal do SUS, mas nunca passou pela porta e não se importa com o sofrimento de seus irmãos e não move uma palha pra ajudar; que não participa de sessões da Câmara de sua cidade e nem sabe o que se passa por lá; não cobra, não exige, só vota, confia e aceita; que bate palmas para o Bolsonaro; que flerta com a ditadura; que deseja um Brasil igual (só para seus amigos), aliás, que aplaude secretamente a desigualdade; que quer que pobre morra; que acredita que a Polícia tem que matar; que é contra os Direitos Humanos; que se diz Cristão (mas é só da boca pra fora); que fura fila; que tenta dar um jeitinho pra escapar de multa; que não devolve troco a mais; que se acha esperto, porém não sabe as instâncias as quais recorrer para ter uma Educação melhor (não precisa, não utiliza escola pública), uma Segurança melhor, uma Saúde melhor (não precisa também, paga caro por atendimento na rede particular); é gente que vive de aparência; que só pensa no próprio umbigo; que tem o rei na barriga; que acha bonito ser o tchans do camarote; que briga no trânsito; que sonha em ter arma; que conta normal e friamente, com riqueza de detalhes escabrosos, a forma como se deveria torturar e matar um criminoso. É gente que aceita se transformar em monstro para combater os monstros; é aquela pessoa que não aceita pobres em aeroportos (a menos que para servi-la) ou em seus 'Templos do Consumo' (shoppings); que acha que "qualquer miserável hoje tem carro"; que ignora por completo quaisquer informações que não sejam desfavoráveis ao atual governo; que quer uma Intervenção Militar para tirar do poder quem chegou lá por desejo do povo; que ainda babam ao falar dos 'States' (e que bem deveriam ir pra lá então, seria um favor!); gente que não consegue enxergar a avassaladora e histórica diminuição da desigualdade de renda em 80% dos municípios brasileiros; que treme ao ver um 'maninho' e rapidamente esconde bolsa, celular, afundando-se em pré-julgamentos; que não sabe em quem votou, portanto, não cobra seus representantes; que não sabe que existem mais governos do que apenas o Federal; que acredita fazer parte da "massa cheirosa" da Cantanhêde; que não aceita as diferenças; que reclama de tudo, mas está sempre com o bolso cheio - e se não está, finge estar; que acha que a Europa é o melhor lugar do mundo; que quer comparar o Brasil com países que cabem dentro do Estado de São Paulo; que acredita que crise só o Brasil tem; que não houve corrupção no país até a chegada do PT no poder; que tem uma memória seletiva tendenciosa e vexatória; que não se importa com julgamentos políticos e acha que tem que condenar sem provar; que é movido por um ódio cego e irracional; que não aceita ser contrariado; que derruba as peças do tabuleiro, c... nele e estufa o peito; que não tem noção de quão poucos são e, por isso, a cada eleição fazem tanto alarde e ao se deparar com a derrota, inventam tudo o tipo de desculpa para não aceitar a decisão da maioria; que não entendem o que é viver abaixo da linha da pobreza e chamam o auxílio do governo de "esmola"; que não reconhecem que o mundo inteiro aplaude o programa; que aceitam Médicos de vários países, mas de Cuba "é o fim-da-picada!" Que desejam que uma boa parte da população fiquem sem a assistência desses profissionais (brazucas ou não)... E que no final das contas, além de serem violentos e pregar discursos de ódio e mesmo aqueles que apenas os favorecem, são o verdadeiro retrato de uma estupidez sem tamanho.
Só discordo de Marilena Chauí no que diz respeito a procedência dessa classe média, não é somente a classe média paulistana, mas sim, de qualquer cidadezinha do país.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Retrospectiva Pinda
Cidadãos; quando estávamos despertos...
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| O sentimento que chacoalhou a cidade |
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| Adicionar legenda |
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| Éramos muitos |
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| Os votos que Alckmin perdeu entre os jovens |
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| Até a CUT ajudou, aumentando o alcance da nossa indignação |
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| Alckmin, sua postura nos envergonha! Perfeito. |
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| Os Vereadores jamais esquecerão esse dia |
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| Sem querer, fortalecemos a base do Prefeito na Câmara, mas ainda assim demos o nosso recado |
Pena que o povo de Pinda voltou a dormir... Tivemos muitos motivos para voltar às ruas, mas infelizmente, a grande maioria dos manifestantes, na verdade, estava mais afim de curtição e encaravam atos sérios com modinha. Lamentável. Sorte da classe política.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Retrospectiva
Cidadãos; quando as imagens são melhores do que qualquer palavra...
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| Jornalista não pode trabalhar quando existe uma ditadura mal-disfarçada |
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| Covardia |
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| Não era câmera, era uma bazuca! |
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| Por estar trabalhando, este Jornalista perdeu um olho. |
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| Mulher perigosa |
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| Democracia Tucana |
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| Jornalista é alvo |
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| Perigo para a sociedade |
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| "É sangue mesmo, não é merthiolate" |
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| A PM não poupa ninguém |
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| Garantindo o direito de ir e vir |
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
O fingimento nosso de cada dia
Cidadãos; é muito difícil sermos ouvidos; mesmo com as facilidades da internet para nos comunicarmos uns com os outros, expormos nossas idéias, discutirmos nossos pensamentos e assim, crescer como seres-humanos (o que na verdade não passa de um sonho, sempre unilateral). É difícil que nossas palavras atingam as pessoas que nos representam no Poder. Somos todos como o palhaço acima, tentando ser pacíficos enquanto o expresso das opressões se dirige sobre nossos sonhos e aspirações mais sinceros.
Para piorar, muitos são os que acreditam que temos todo o direito a nos manifestar e reivindicar nossos direitos, entretanto pacificamente, sim, todos ordeiros, sobre as calçadas, com cartolinas e brandos contra quem nos oprime. Agora, qual a eficiência disso tudo? Nenhuma! Sabemos disso, por isso ganhamos as ruas, paramos o trânsito, incomodamos... Desta forma, o feito chega a quem realmente interessa, a quem não quer ver o povo na rua cobrando e, de algum modo, manchando sua imagem, a imagem de sua administração. Isso tem muito mais peso do que as pessoas imaginam. O contrário é inócuo e só desperta - no máximo - gargalhadas naqueles que detém o poder. Se não somos considerados inconvenientes para o coletivo, não somos nada e os protestos torrnam-se ineficazes. Se nos importamos em entender os motivos de um protes, nosso dever moral, se concordamos, é de fazer parte, parar o carro de bom grado e unir nossa voz a dos manifestantes. Infelizmente, acreditar na primeira hipótese, é seguir o discurso do patrão, é de "conciliação", de paz (que só deveria ser verdadeiramente conquistada, quando se dedicar atenção aos menos favorecidos. Normalmente, temos a tendência a tentar o diálogo, mas o que recebemos em troca são promessas vazias, palavras e mais palavras desprovidas do legítimo compromisso tão almejado.
Existem os mais variados motivos, estão todos aí, sendo esfregados diariamente na cara de cada um de nós, e mesmo bastando escolhermos qual queremos ver resolvido, nos recolhemos numa insignificância imposta e uma impotência bem planejada. A Saúde está uma "beleza", dia desses a palavra 'Chiqueiro' foi aplaudida e despertou discursos inflamados entre pares do Legislativo; um Edil foi flagrado usando veículo oficial para fins particulares; péssimas condições de transporte, tarifa injusta, educação fraca, de qualidade duvidosa... Mas e daí não é mesmo? Nós que sabemos de tantos problemas não nos unimos, não esclarecemos ou conscientizamos aqueles que acreditam que assim está bom! A verdade é que muitos de nós não dependem de serviços públicos, do contrário, sairíamos para reivindicar nossos direitos e alguns até externarão sua ira com tanto abandono e descaso. Às vezes fico pensando na hipocrisia dessa minoria que tenta fazer prevalecer suas idéias tolas e que ignoram a realidade de muitos, inclusive delas mesmas, que não conseguem compreender que não há diferença no descontrole que os faz despedaçar celulares quando o serviço o deixa 'louco' e que pessoas façam o mesmo contra o que os mata (péssimo atendimento nos hospitais públicos e os demais motivos supra-citados); essas pessoas não conseguem compreender a ligação entre os dois gestos, não entra em suas mentes que às vezes todos perdemos o controle, não importa o motivo, mas é inegável que os fúteis são aceitos e os úteis são massacrados pela visão hipócrita e pela própria falta de auto-conhecimento de alguns.
Nesse mundo tudo desune, tudo afasta, exatamente para nos tornar fáceis de controlar; o sistema constrói essas divisões que nos impedem de, juntos, buscar soluções aos problemas, a nos unir por um ideal, para fazer valer nossos direitos. Somos todos reféns de nossos preconceitos. E o nosso resgate é caro demais
Voltando, se vamos às "ruas", não causamos nenhum distúrbio, apenas apresentamos nossos cartazes, nossos brados por ordem, pelo fim da corrupção, pela moralização dos poderes e daqueles que nos representam, por melhorias no transporte (com qualidade, com preço justo)... Bem, nada muda, nada acontece, fora as risadas que os poderosos dão em seus gabinetes pagos com nosso dinheiro. Agora, se as pessoas se unem, saem em massa do conforto de suas casas, se encontram na Praça Monsenhor Marcondes e saem em caminhada até a Prefeitura, então, tudo começa a mudar. Há uma diferença gritante; em primeiro, o inconveniente no trânsito, o aparecimento da Polícia Militar - em peso - "apenas para garantir a segurança de todos". Quando as pessoas saem juntas e são muitas e causam distúrbios, todos ficam sabendo, os cidadãos ficam sabendo, os Vereadores ficam sabendo, o Prefeito fica sabendo e é a partir daí que dão atenção, querem escutar as reinvindicações e percebem que não estamos mais aceitando descalabros, os desmandos, os mal-feitos e a falta de respeito com o bem público.
A CUT entendeu e mostrou o caminho, parando o Trabalhador, eles prejudicam o empresário e este se vê obrigado a negociar e se abre espaço para a negociação. Nossos políticos deveriam entender também, deveriam esclarecer seus eleitores, e convidá-los a ganhar as ruas, mas não, acabam todos fazendo o jogo do patrão; como muita gente já acredita, eles servem apenas para desviar a atenção do que realmente importa e acabamos cobrando quem muito pouco pode fazer. Prestamos atenção e combatemos somente os sintomas, deixando a verdadeira doença de lado. E como muitos não vêem mudanças, não as experimentam, vão desanimando e voltam para suas manifestações de sofá e pronto, tudo fica do jeito que sempre foi; nos permitem a simples impressão de uma vitória aqui, outra ali e todos seguem suas vidas, aceitando um sentimento de insignificância e impotência que tentam sufocar com drogas variadas, sendo o álcool, a mais reincidente delas.
Reduzidos a meros (tele) espectadores, nos contorcemos em júbilo quando alguém faz algo em nosso lugar, conferimos a estes o status de "Salvadores da Pátria" e nos sentimos vingados; porém, no fundo, sabemos que a verdade nunca muda, o problema somos nós, pois temos consciência da pequenez das migalhas que nos são oferecidas de tempos em tempos, para nos aplacar a fúria que brota dessa amarga impotência e convivemos com o fingimento nosso de cada dia.
Vamos nos tornando em seres de teorias, mas de nenhuma ação. E assim, assinamos placidamente um cheque em branco para continuarmos a receber o pouco caso daqueles nos quais depositamos nossa confiança.
p.s.: texto incompleto. Este revisarei. Aguardem.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Mobilidade e HUMANISMO
Cidadãos; devo pedir-lhes paciência com este escriba, pois Jornalista fazendo contas é algo temerário, principalmento no meu caso, que fugi da Matemática me matriculando no curso de Comunicação Social, porém, como podem constatar, não deu pra fugir totalmente.
Bem, vamos lá... Estive pensando na redução de tarifas do transporte coletivo e cheguei a algumas considerações; primeiro: se um munícipe precisa de apenas uma única condução para deslocar-se ao trabalho, pagando R$ 2,85, no final do mês, terá gasto R$ 136,80 com a empresa de transporte... Certo? Continuando: se, como muitos trabalhadores, são necessários dois ônibus para chegar ao emprego, dobra-se o valor, ou seja, vai para R$ 273,60. Recebendo apenas 1 (hum) Salário-Mínimo (que hoje é de R$ 678,00, o vemos ser reduzido a R$ 404,40 (que, convenhamos, deve pesar para quem tem família para sustentar com esse salário)!
Com a desoneração dos impostos PIS/Pasep e Cofins pelo Governo Federal - justamente para colaborar com o trabalhador - conforme a Lei 12.860, vamos, por enquanto, fazer uma redução de 20 Centavos (há quem diga que o valor é maior, mas ainda estou por fora, vou procurar me informar melhor). Compartilho de opiniões fortes sobre a não-redução de tarifa em nossa cidade, como "lucrar com imposto que não é mais cobrado é corrupção", ou no popular:
Então, se estivermos falando de R$ 2,65 no preço da tarifa, sendo apenas uma condução, temos R$ 127,20 por mês, mas com duas conduções ao dia, o valor passa a R$ 254,40. E o Salário-Mínimo sofre uma considerável diminuição para R$ 423,60.
Claro, não posso deixar de fora o Vale-Transporte, mesmo que há anos venho trabalhando como Professor particular e os alunos é que vinham à minha casa, então não lembro direito como funcionava na época em que trabalhava numa escola em Lorena e morava aqui em Pinda. Bem, após dar uma olhadinha no Google, vi que, caso a empresa custeie o transporte de seu funcionário, há um desconto de 6% no salário.
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| Um sonho desde 1996 |
Ah se os trabalhadores de nossa cidade pudessem contar com o arquivado Bilhete-Único... 15.000 munícipes pediram pela adoção do sistema e... NADA! Aliás, o pessoal que detém essas assinaturas, bem que poderia ajudar, pois existem cidadãos interessados em tocar o processo adiante! Quem participou das coletas bem que poderia pedir a devolução das assinaturas, acho que teriam mais chances do que eu para recuperá-las, pois deram as caras, correram atrás e aposto que ainda querem ver o sistema ser adotado em nossa cidade... Não?!
E não podemos esquecer das inúmeras reclamações de usuários, que já não estão mais suportando serem transportados feito gado em ônibus lotados e com problemas mecânicos (como relatou uma usuária em grupo no fêissibuque). Aliás, lembro de Vereadores convidando um dos sócios da empresa a pegar ônibus em horário de pico... Acho que alguns Edis deveriam utilizar o transporte coletivo e sentir na pele o que o povo passa diariamente a caminho do trabalho, para unir todos para mudar esse triste quadro. E será que o pedido para examinarem o contrato com a empresa um dia será acatado pela Prefeitura? Será que há algo a esconder?
P.S.: Agradecimentos à Elaine Antunes, pois sem sua ajuda imprescindível, háh, eu só teria queimado a cara! Nada como uma pessoa inteligente, meticulosa e solícita para auxiliar nesse momento.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Uma pena.
Cidadãos; nem sei como eu poderia expressar meu descontentamento com o que leio pelas redes sociais, nos grupos sobre Pindamonhangaba, sem cair na mesmice das obviedades e sem apelar para a metodologia das ofensas pessoais que, vira-e-mexe, parece ser a única constante nos "diálogos"? Isso me desanima de verdade. Todo mundo está cheio da razão, até quem não tem razão! Gente que chega ao cúmulo de incluir disparates e chistes medíocres e sem graça, esvaziados de qualquer conteúdo - no mínimo - pertinente e os instala como verdades irrefutáveis de tempos imemoriais. Contudo, frente a menor oposição, não oferecem embasamentos para o que dizem e se ofendem quando são contestados. E imagine só, se você provar o que diz, pronto é a ofensa máxima, pois certas pessoas não aceitam ser desmascarados em suas frágeis alegações e - pasme! - até aparecem com "brilhantes deduções imbecis" ou "deduções brilhantemente imbecis".
Eu gostaria de acreditar que todos os membros, de todos os grupos, realmente se importassem com a nossa cidade, que desejassem o melhor para todos, mas não, isso não acontece; o que existe é gente oportunista, puxa-sacos e os famigerados "fakes", claro, existem algumas pessoas de boa índole, que acreditam na temperança e que crêem na busca por melhorias para se fazer uma cidade melhor. E que sabem dialogar sem baixar o nível. Mas estes, infelizmente, são tão poucos.
Todos os grupos são formados por milhares de membros, infelizmente, a esmagadora maioria nem os freqüenta! Os grupos acabam passando por nada mais que enfeites de perfil, para que se digam politizados e preocupados com Pindamonhangaba, mas participar mesmo, nem por decreto. O que resta é meia dúzia de interessados, perdidos no meio de pessoas que só querem mesmo é fazer confusão e desvirtuar assuntos incômodos para amigos e protegidos (geralmente, algum político local ou espertos de ocasião), os quais invariavelmente descambam para a baixaria, como se, ao gritarem, suas bobagens terão reconhecimento e valor. Ah, uma das atividades mais marcantes desse pessoalzinho é atacar a vida pessoal de quem lhes incomoda as pretensões obscuras, numa demonstração clara de incompetência com doses cavalares de débeis argumentações. Tão triste quanto ridículo.
Em época de eleição veremos muita gente se apresentando como Salvadores da Pátria, alguns já começaram, mas é claro, sem fazer nada muito substancial e pertinente, mas sim, utilizando o fêissibuque para expor suas idéias, que nem lá são muito suas, geralmente compartilham pensamentos políticos, mas basta prestar atenção, ninguém debate nada, apenas deixa a sua marca, dá uma idéia do que pensa, mas conversar a respeito, aí já é querer demais, pois hoje em dia as pessoas estão despertando contra esse tipo de pessoa que não consegue bancar o que fala, ainda mais no ambiente virtual, quando as possibilidades de pesquisa oferecem as pedras para pavimentarmos os caminhos do conhecimento. Aliás, quem quiser ser Vereador deveria começar fazendo trabalho voluntário, ir a Hospital Público, virar gado no transporte coletivo, ter seus filhos em Escolas Públicas; deveria ser LEI. Fica difícil em falar em moralidade num ambiente de privilégios. Bem, está tarde, não vou me aprofundar ainda mais, acredito que já deu para se ter uma idéia e sei que para alguns, estas são apenas observações medíocres. Uma pena.
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